Na visita para participar de uma motociata em Florianópolis hoje, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saiu de uma breve reflexão dos problemas econômicos do Brasil direto para o debate eleitoral em 2022. Nas diversas “lives” que fez ao longo do dia, ele começou avaliando a alta do preço da gasolina, a pandemia de coronavírus, as geadas que atingiram a produção agrícola no Brasil, além da crise hídrica, que força a geração de eletricidade mais cara e “suja” para o cidadão.

No entanto, logo ligou o modo “eleições”. Ao ver milhares de apoiadores gritando seu nome, passou a atacar seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a dizer que as eleições

O presidente voltou a dizer que houve fraudes nas eleições, mas, mais uma vez, não apresentou nenhuma prova. Peritos da Polícia Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negam as fraudes.

Logo ao chegar a Florianópolis, o presidente ficou sobre um veículo. Dali, seus assessores ligaram as câmeras de celular e passaram a transmitir ao vivo nas redes sociais a sua chegada. Ele acenava para os moradores enquanto o carro se dirigia ao local da motociata. Mas aí alguns moradores começaram a gritar: “Baixa a gasolina! Baixa a gasolina!”.

Bolsonaro não ouviu direito, e um assessor explicou o que era. Ele reclamou: “Argentino”, insinuando que esta seria a nacionalidade da pessoa. O preço do combustível subiu acima de R$ 6 por litro

Mas Bolsonaro voltou ao tema. “Por falta de conhecimento é que o povo pereceu”, iniciou. Depois, disse que a alta da gasolina era uma “preocupação”. O presidente citou a situação da saúde pública e da economia superficialmente, sempre em voz baixa. “Muitos reconhecem a dificuldade que tivermos com essa pandemia, uma crise hidrológica no país, a geada”